
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
..but for three whole years to end like this.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

sábado, 11 de dezembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
''Quando se despediram, Beauvoir disse o quanto achara bom o fato de terem conseguido conservar a amizade. “Não é amizade”, retrucou. “Eu nunca poderia lhe dar menos que amor”. Beauvoir chorou de soluçar durante toda a viagem para Nova York, onde escreveu-lhe do hotel: “Sinto-me totalmente em suas mãos, absolutamente sem defesa, e, por uma vez, implorei: guarde-me no coração ou me expulse, mas não deixe que eu me agarre ao amor e de repente descubra que ele acabou”
(Tête-à-Tête de Hazel Rowley)
sábado, 13 de novembro de 2010
Amar é surpreender!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010
só..
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
do que ficou
Né?
sábado, 18 de setembro de 2010
Tão longe
hoje estamos tão longe
sem rima, sem sono
nem lembro
de como eu te achava estranho
- Martha Medeiros
terça-feira, 7 de setembro de 2010
não existe saudade mais cortante

Ao tentar revelar
Espera um bem querer
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Clarice Lispector in “A hora da estrela”.
domingo, 27 de junho de 2010
vem de graça com o refrão
E eu vou voltar sorrindo..
quarta-feira, 9 de junho de 2010
...

Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que normalmente faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem para sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um remédio, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu , vai dizer para eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Sentiu uma vontade de chorar à toa? Medicamento.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, eu fiquei triste, com uma suave melancolia, está tudo normal ao parecer de todos. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Depressão é coisa muito mais séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, às vezes sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas. E quando ela é óbvia?
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago de razão/ eu ando tão down…” Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar o seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinicius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.
domingo, 23 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
de ser tua garota
sábado, 24 de abril de 2010
A tua presença
terça-feira, 6 de abril de 2010
meu eu.

.Martha Medeiros
segunda-feira, 22 de março de 2010
como se eu me importasse..
E não direi uma só palavra a respeito,
Te adivinharei os gestos,
E traduzirei como eu quero
Como se você me quisesse
Como se eu me importasse
Mais com a realidade.
Que com os sonhos
Que invento..
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
sentimentos tão urgentes
E o que se leva dessa vida e o que se traz? É. Ano novo, é mais um recomeço de muitos. É mais uma conquista /ou entre tantas outras não-realizadas, novos sentimentos, novas angústias também. Amadurecimento, inconstância na maior parte dos meus dias. Confusão. Você na medida certa, você na medida errada. Novas rotas e também algumas decisões a serem enfrentadas. E o preço que se paga por isso? Eu realmente não sei, mas tô aqui pagando pra ver.
Tenho imensos planos daqui pra frente, muitos deles eu poderia deixar de complicar, né? Essa semana foi muito boa, foi gostosa de se viver. Sabe aquela sensação que você tem de que não acabe nunca? De que fique, e pra sempre. Sabe os planos feitos? As palavras ditas.. até porque as palavras não traem o que a gente sente, mesmo eu sendo impulsiva, na maioria, dos meus dias. Sabe aquela vontade de viver? Sentir borboletas no estômago por vários dias seguidos? Eu odiaria deixar de sentir isso.
Deitadas. Eu gostava daquela marca no ombro porque era a única que eu conseguia ver quando ela deitava a cabeça no meu peito e me abraçava de olhos fechados, muito quieta. Eu não. Meus olhos permaneciam abertos todo o tempo. Mirando o vértice na parede, o um-quarto-de-círculo que fazia parte do banheiro, a luminária; e vez ou outra a marca no ombro dela.
Vez ou outra também ela me perguntava o que eu estava pensando. Nada – sempre respondia nada. Mas na verdade eu queria falar que a todo momento eu dizia coisas infinitas. Coisas como aquelas de como eu me sentia em sua companhia, de como ela poderia ser tão especial e como me afetava; falava até coisas que eu não me permitiria falar tamanha a sinceridade e nudez sentimental. Ela me perguntou de novo o que eu pensava olhando fixo pra luz.
“Fico o tempo todo falando coisas que você não escuta.”
Eram coisas muito frágeis, por isso havia de ser dito daquela forma.
Porque eu olhava e falava tanto. Ficaria sem saliva e ruborecida se eu não estivesse só pensando. Seria pra sempre um monólogo de encanto e saudade.
Quero agradecer pelos dias de sol (e muito sol), e até mesmo pelos dias de chuva, porque se não fossem eles e algumas lágrimas perdidas por aí, seríamos traídas pelo nosso sentimento e agiríamos sempre na razão, da qual achamos sempre que estamos certas. Obrigada pela companhia e pelo abraço.Pelas palavras ditas e até pelas não ditas (mas pensadas). Obrigada pelo silêncio e por sua pele macia (até demais). Obrigada por me deixar dividir as minhas conquistas diárias e até as besteiras que eu sempre (eu disse, sempre) digo. A saudade dói de uma maneira em que só seu abraço me conforta. De como você me irritava de vez em quando e como isso me fazia querer te abraçar eternamente; E mesmo assim.. arrancava de mim as gragalhadas mais gostosas dessa vida. (você pode senti-las, né?). Eu também.
Obrigada pela sinceridade e pela tamanha proteção (eu gosto de me sentir protegida), é quando eu me vejo tão indefesa. Obrigada pelas risadas e até pelas mordidas. Por ser tão linda e atenciosa, por demonstrar tanto afeto e me querer perto de ti. Obrigada por todos os dias e por todas as noites, pelos riscos que corremos e por me querer tão bem, tão inteira. Obrigada pela compreensão e pelo carinho, por abrir a porta, por fechar a porta. Pela delicadeza e bom-humor, por coisas precisas e imediatas, pelos sorrisos e até mesmo por me irritar tanto. Obrigada por me ensinar a lutar (o legal é poder usar contra você depois, haha) e mesmo que você tenha me derrubado, aprendi que cair também é legal. Obrigada por fazer sentir-me tão boba e mesmo assim acreditar em mim. Também por segurar a minha mão, e não me deixar tropeçar.
Será impossível esquecer esses dias que eu passei ao seu lado, vou sentir falta do nosso travesseiro, do seu cheirinho, até do seu zipo. Não vou esquecer do quanto é bom passar ao seu lado, e ter a sensação de que o dia já virou noite, e a gente continuando alí, no mesmo lugar. Seria bom acordar todos os dias com a sua companhia agradável, é quase-tudo que eu podia querer. Existem sentimentos tão íntimos entre nós, que apenas nós duas nos bastamos; é suficiente que todo o desejo seja passado apenas da minha boca para a sua e vice-versa.
O meu sentimento é tão urgente que ele nem tem nome.
Mas eu estarei aqui, pensando em você.



